Ao contrário do que você pensa, o principal problema do Brasil não é a corrupção.

Destacado

fora-dilma3“Lava-Jato”, “Garotinho”, “Sérgio Cabral”, “Sérgio Moro”, “República do Paraná” e etc.

Todo mundo que acompanha a grande imprensa conhece esses nomes na ponta da língua, dando a sensação que a corrupção é o grande mal que paira sobre o país.

Mas na verdade, se a corrupção não deixa de ser um problema, ela não é o maior de todos. Existem outros desvios que causam um prejuízo ainda maior as contas públicas do Brasil, mas que são totalmente esquecidos pela grande mídia.

Vamos aos dados:

CORRUPÇÃO

De acordo com dados da insuspeita FIESP, estima-se que no Brasil a corrupção consuma, aproximadamente, cerca de 70 bilhões por ano dos cofres públicos, em valores de 2013, em todas as esferas de poder.

http://www.cartacapital.com.br/economia/sonegacao-de-impostos-e-sete-vezes-maior-que-a-corrupcao-9109.html

Veja bem, 70 bilhões.

SONEGAÇÃO FISCAL

Reportagem da BBC apont que o Brasil deixa de arrecadar, aproximadamente, R$ 500 bilhões por ano por conta da sonegação fiscal.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150415_brasil_zelotes_evade_fd

 

ISENÇÕES FISCAIS

Reportagem do Jornal do Comércio aponta que as 71 mil pessoas mais ricas do Brasil somaram quase R$ 196 bilhões isentos de IR. A maior parte (R$ 160 bilhões) tem origem em declarações de recebedores de lucros e dividendos.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/nacional/noticia/2016/01/10/pais-deixa-de-arrecadar-r-196-bilhoes-com-isencoes-de-tributos-aos-mais-ricos-216052.php

Veja bem: só em “Bolsa-Riquinho”, o Brasil deixou de arrecadar o equivalente à previsão de déficit do orçamento deste ano, cerca de R$ 180 bilhões, incluindo aí a conta do golpe, já que a previsão de déficit original era de R$ 80 bilhões.
JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA

Só em 2015, o pagamento de juros e amortização dívida pública alcançou a marca de R$ 962.210.391.323,00. Ou seja, quase R$ 1 TRILHÃO DE REAIS para sustentar agiotagem do mercado financeiro.

Veja abaixo.

EXPLICAÇÃO SOBRE O GRÁFICO DO ORÇAMENTO ELABORADO PELA AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA

CONCLUSÃO

Aqui poderia incluir o famoso “Bolsa Dondoca”, que é o valor pago à filhas solteiras de funcionários públicos, que consomem cerca de R$ 4 bilhões por ano dos cofres públicos, além de outros gastos bilionários com a Rede Globo e outros veículos da grande mídia.

Mas vamos aos números frios: são quase 2 TRILHÕES anuais no ralo com isenções fiscais, sonegação, juros da dívida pública e etc, sendo que a corrupção leva “apenas” 70 Bilhões.

E por qual motivo a corrupção é amplamente divulgada, propagada, noticiada, crucificada, enquanto um prejuízo infinitamente superior a qualquer roubalheira não merece espaço e críticas na grande imprensa?

Por qual motivo não se questiona esse gasto monstruoso para sustentar algumas famílias bilionárias neste país, enquanto que  somos martelados diariamente com justificativas para cortes em saúde, previdência, bolsa-família e etc, nos quais os valores não chegam nem perto do valor pago com juros da dívida?

A resposta está na própria pergunta.

Após um ano, nada aconteceu com os militantes do PSOL/Juntos que agrediram dissidentes.

Agressão

Frame da emboscada.

É conhecido o ditado que alerta sobre como uma mentira contada diversas vezes “torna-se” uma verdade. A postagem de hoje refere-se diretamente a tal ditado. No dia 01/08/2016, houve a (des) comemoração de um ano de uma das postagens mais visualizadas do Sul21 em 2015: a que relata a emboscada que militantes do PSOL articularam contra dissidentes do partido na madrugada de 31 de julho para 01 de agosto do ano passado. Da mentira que tornou-se verdade para alguns: de um lado, agressores recebendo promoção e troféu por parte do partido; de outro, o apontar de dedos e culpabilização das vítimas por parte deste mesmo partido.

Relembre aqui: http://blogdothales.sul21.com.br/2015/08/imagens-mostram-integrantes-do-psol-agredindo-dissidentes-do-partido-na-saida-de-festa-no-dce-da-ufrgs/

Assim que fiz a publicação sobre a emboscada no em 2015, recebi várias mensagens relatando práticas semelhantes em outros Estados do Brasil, bem como de mulheres que, após o fato ocorrido, decidiram romper com o Juntos e relataram diversas situações de machismo nesse grupo.

Em meio a revelações sobre as manobras e práticas sujas de Eduardo Cunha, me pergunto como um partido que, inclusive tenho certa admiração por algumas figuras, pode admitir a reprodução de velhas práticas da direita golpista?

Como acusar o Pedro Paulo, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PMDB no Rio de Janeiro, de ter agredido sua esposa, sendo que nas instâncias partidárias do PSOL, estes agressores continuam circulan livres, leves e soltos?

O que aconteceu depois da emboscada?

Em agosto, houve a emboscada e sua denúncia. Após isso, os militantes do Barricadas (organização que sofreu a agressão do PSOL) foram obrigados a seguir compartilhando os mesmos ambientes que seus agressores: na PUCRS, na UFRGS e nos demais espaços de atuação.

Luciana Genro - marcado

Agressores na presença da líder nas pesquisas em Porto Alegre, Luciana Genro. Direitos Humanos?

Logo no mês de agosto, é válido lembrar que o DCE da UFRGS (que tinha membros diretamente ligados à emboscada, como G.F e R.A) não fez nada frente o ocorrido. A gestão, composta por cinco organizações políticas (Juntos/PSOL, Vamos à Luta/PSOL, Contestação/PSOL, Alicerce/PSOL e Primavera/PSTU) não tomou sequer um posicionamento de expulsão, ou, minimamente, afastamento – pelo contrário: seguindo o exemplo da nota vexatória do Juntos sobre os acontecimentos, ainda culpabilizaram as vítimas pela denúncia feita. A vereadora Fernanda Melchionna, Juntos/PSOL, que ainda preside a coordenação de Direitos Humanos da Câmara, sequer foi capaz de responder sobre as ações fascistas que membros de sua corrente, MES, protagonizaram, o que faz-me pensar sobre o quão parcial é o discurso de direitos humanos para os lados do PSOL.

Ceia de premiação por parte do PSOL

Anistia internacional - marcado

G.F no Rio de Janeiro. Premiado por agressão?

À mesma época, começou a “cerimônia” de premiação dos militantes envolvidos na emboscada. G.F (aquele que nos prints dizia que sequer estava no DCE na hora da briga e que na hora da emboscada ele só chegou para ajudar – dando um chute na cabeça de Alexandre que já estava jogado ao chão) foi promovido para militar no Rio de Janeiro, cidade mais importante para o PSOL na disputa das eleições.

Na PUCRS, T.L, que permanece na assessoria da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, fazendo falas pelo PSOL e pelo Juntos em espaços como Conselhos de Entidades de Base (CEBs). Na UFRGS, em meio a processo eleitoral de DCE, R.A sempre esteve próximo à Angel Duran, uma das militantes do Barricadas que também sofreu a emboscada que ele participou. E, curiosamente, nessa mesma dinâmica, ele seguia sempre escoltado por outras mulheres, como uma hoje pré-candidata a vereadora pelo PSOL/Juntos com o eixo na luta das mulheres.

Um tanto contraditório.

Natal marcadoSeguindo o Facebook de Melchionna, enquanto vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos, mais um choque: no Natal, dirigentes do MES (corrente do PSOL que o Juntos faz parte), dentre eles Bernardo Correa, Fernanda Melchionna e Rodolfo Mohr, “ceando” com os agressores R.A e F.B.

E até então nenhuma resposta da tal instaurada Comissão de Ética do PSOL frente os ocorridos – não houve expulsão dos filiados, não houve afastamento, não houve nada além da ceia de natal com a direção do MES – mesma direção que também nunca pronunciou-se sobre uma grave agressão por divergências políticas.

Agressores e apoiadores do fascismo de um lado, vítimas de outro

No início do ano, mais uma vez, agredidos e agressores são colocados no mesmo recinto: nas assembleias do Bloco de Lutas pelo Transporte Público de Porto Alegre lá estavam lá como se nada tivesse acontecido. Além de estarem também G.M. (que lançou um extintor de incêndio nas mulheres do Barricadas) e demais militantes que também as agrediram no momento de denúncia na fatídica festa do DCE no ano passado.

Em abril, as eleições para o DCE da PUCRS definiram mais um momento bizarro àqueles que dizem-se ser os que levantam a bandeira dos direitos humanos. Na chapa do PSOL/PCR na PUCRS lá estava um dos agressores como candidato..

Mesmo com todas as denúncias feitas pela oposição, ainda se propagava a mentira que queria ser verdade: “que emboscada?”

O PSOL, que nasceu para ser diferente, adota as mesmas práticas nas quais criticam.

Se acobertam “simples” agressores em suas fileiras, o que será que irão fazer quando assumirem o poder e ocorrer algum desvio de conduta com dinheiro público?

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

É PSOL. Quem te viu quem te vê.

Gilmar Mendes será testemunha de defesa de Eliseu Padilha em ação que apura irregularidades na ULBRA.

Presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Gilmar Mendes, durante cerimônia de sanção da Lei que disciplina o processo e julgamento do mandado de injunção individual e coletivo. Brasília-DF, 23/06/2016 Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Gilmar Mendes, durante cerimônia de sanção da Lei que disciplina o processo e julgamento do mandado de injunção individual e coletivo. Brasília-DF, 23/06/2016
Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

O Ministro do STF, Gilmar Mendes, foi arrolado como testemunha de defesa do atual Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que é réu em ação civil pública por improbidade administrativa, na qual é acusado de receber R$ 3,9 milhões para usar o mandato de deputado na prestação de favores políticos à Universidade Luterana do Brasil – ULBRA.

A defesa de Padilha alega que Gilmar Mendes “tem conhecimento pessoal dos fatos discutidos e poderá prestar esclarecimentos essenciais para o julgamento da causa.”

A pergunta que não quer calar é: o que será que um Ministro do STF poderá saber, enquanto pessoa física, sobre supostas irregularidades na ULBRA cometidas pelo braço direito do Presidente Interino Michel Temer?

Essa é a dúvida que fica.

A tendência é que o Gilmar Mendes seja ouvido no mês de agosto, por videoconferência.

Abaixo, segue o pedido formulado pela defesa e o despacho do Juiz da 2ª Vara Federal de Canoas – RS deferindo o pedido da oitiva.

Pedido de oitiva – Eliseu Padilha

Evento 156 – DESPADEC1 Eliseu Padilha

 

Satanistas: coloquem seus símbolos nos Tribunais.

Satanistas

Símbolo satânico. buuuuuuuuu

No último mês de maio, o CNJ revogou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que havia determinado a retirada de símbolos religiosos nos prédios do Poder Judiciário, em especial os crucifixos que representam o cristianismo.

Não bastasse todo o malabarismo jurídico de tentar justificar o injustificável para manter símbolos religiosos em qualquer prédio público, o Poder Judiciário demonstra extremo mau gosto em manter esses símbolos, em especial os crucifixos, exatamente por uma questão óbvia: pela doutrina cristã, Jesus foi condenado injustamente e não fica legal ostentar o símbolo de uma “injustiça” em um lugar onde é dever prosperar a Justiça.

A decisão do CNJ afirma que não ofende a laicidade a presença de crucifixos ou qualquer outros símbolos religiosos nos Tribunais pátrios. Então, sendo assim, sugiro aos satanistas que espalhem seus símbolos pelas Cortes nacionais.

Não só os satanistas, mas os ateus, judeus, muçulmanos, os pastafarianos, rastafaris e etc espalhem seus símbolos nacionais país afora.

Imaginem Jesus e Lúcifer representados lado a lado. Imaginou? Pois é, absurdo.

Por isso que não se deve ter símbolo religioso algum em qualquer órgão público.

Respeitem o Estado Laico.

Meus queridos haters

thales entrevistaEsse blog tem uma “linha editorial”: é de esquerda, da linha mais light até radical. Minha posição política é muito clara e não faço qualquer questão de esconder isso. Não me julgo nem de perto como imparcial, pois tenho um lado bem definido.

Acredito que a maioria dos leitores que muito me honram com sua visita entendem isso, pois vejo que os comentários feitos nesse blog são, geralmente, de uma opinião qualificada. Tanto os de apoio, quanto os de crítica.

Não acho que sou o dono da verdade e não tenho a menor pretensão de ser, apenas dou um ponto de vista que acho correto e qualquer um tem o direito de criticar ou concordar. Aliás, essa é minha intenção.

Mas me dou o direito de exercer a moderação dos comentários, pois nossos amados haters vem em peso por aqui destilar ódio e ofensas, principalmente quando é algo relacionado ao Van Hattem.

Dito isso, adoro ler esse comentários de ódio que vem dos seus defensores, que são campeões em criticar o instrumento da crítica, no caso os blogs e os blogueiros, mas não conseguem formular nada, nem um só contraponto à crítica em si.

Aliás, nada mais natural. De onde não se esperada nada…

Então, em homenagens a esses meus queridos haters, começarei aqui a postar os seus fundamentados comentários, e farei menção especial ao grande “Peter Facero”, certamente um eleitor do Van Hattem, que me proporcionou grandes gargalhadas pelo seu nível intelectual.

Peter
peter_facero@hotmail.com
177.107.162.66
Dai vem um imbecil que nem esse Thales, zé droguinha achar que sabe mais que o Marcel, que tem 15 vezes mais estudos, vai fumar sua maconha e dar seu cu quieto, seu verme de bosta

Por favor haters, cheguem mais. Adoro vocês, de coração.

Me sinto como Chico Buarque ao ler os comentários na internet.

 

 

Acredite: Marcel Van Hattem (PP-RS) quer criar uma lei que já existe.

marcel-van-hattem

Marcel Van Hattem em seu material de campanha.

Talvez não tenha existido na história do nosso Estado alguém como ele, uma figura de uma verborragia ímpar, que adora falar de corrupção, mas faz parte do partido com maior número de participantes no esquema da Lava-Jato. É o nosso “Bolsonarinho”.

Aliás, Van Hattem este que recebeu dinheiro para sua campanha de um dos investigados da Lava-Jato, conforme noticiou esse blog no ano passado.

Veja aqui: http://blogdothales.sul21.com.br/2015/03/petrobras-deputado-marcel-van-hatten-pp-rs-recebeu-r-20-mil-de-investigado-da-lista-do-janot/

Evidentemente que isso não o implica em nenhum esquema de corrupção, mas fazer parte do partido mais corrupto do Brasil enquanto brada contra a corrupção, não parece lhe incomodar.

Aliás, o deputado é dado a polêmicas.

Há cerca de dez anos, o deputado se envolveu em um acidente de trânsito no qual vitimou fatalmente o Sr. Adair Wiest e foi condenado na justiça cível a indenizar sua família.

http://www.sul21.com.br/jornal/familia-vai-a-assembleia-cobrar-apuracao-sobre-morte-do-pai/

E aqui vale ressaltar o depoimento da filha da vítima, dado à Rádio Guaíba, sobre o acidente:

“Ele não nos procurou mais, disse que não podia ajudar e nem acionar o seguro do carro porque ele não foi o culpado, que meu pai que teria invadido a pista e que, por isso, ele teria atropelado meu pai. Não prestou nenhum auxílio. Na época eu não trabalhava, eu tinha 17 anos, meu irmão era menor (tinha 12 anos). A gente vendeu o que tinha e o que não tinha dentro de casa. Precisávamos de fralda e de óleo. Quantas vezes fomos conversar com o Marcel e ele prometia que ia ajudar e não ajudou. Nem visitar meu pai ele foi. Meu pai ficou em coma quase sete meses. Por quase três meses o pai ficou em um lar, porque o hospital não tinha mais o que fazer. Então, é como se tivesse que esperar ele acordar. Ele teve traumatismo craniano. Mandaram ele embora. A casa era um valor absurdo. Fomos conversar com o Marcel. Ele nem bola”, desabafou Adane.”

http://www.radioguaiba.com.br/noticia/deputado-van-hattem-pode-pagar-ate-r-1-milhao-em-indenizacao-por-atropelamento-com-morte/

Não sei se esses fatos acima ocorreram ou não, até que ponto questões subjetivas ganharam um peso a mais nesse desabafo, mas a verdade, aparentemente, é que o parlamentar deixou a família ao desamparo mesmo tendo sido considerado culpado pelo acidente, de acordo com as duas instâncias da Justiça gaúcha. O caso está em Brasília.

O deputado que brada pela ética diz que não tem culpa no acidente e imputa ao falecido a responsabilidade por sua própria morte. Então, se o deputado jura que é inocente, talvez o problema esteja em sua assessoria jurídica, que não está lhe prestando o apoio que deveria.

Assessoria essa que parece continuar pregando uma peça no garoto.

Hoje pela manhã fui surpreendido com a notícia de que o Deputado Van Hattem adentrou no campo do populismo penal midiático, ao apresentar um PL junto a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para determinar que os presos trabalhem e paguem a sua “estadia” no sistema prisional.

Não bastasse a gritante e manifesta inconstitucionalidade do referido PL, pois como trata de Direitos e Garantias Fundamentais e de matéria penal, essa matéria legislativa é de competência privativa da União, o Deputado simplesmente quer criar uma lei que já existe dentro da Lei de Execuções Penais, em seu art. 29. Vejamos:

Art. 29. O trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela, não podendo ser inferior a 3/4 (três quartos) do salário mínimo.

§ 1° O produto da remuneração pelo trabalho deverá atender:

a) à indenização dos danos causados pelo crime, desde que determinados judicialmente e não reparados por outros meios;

(…)

d) ao ressarcimento ao Estado das despesas realizadas com a manutenção do condenado, em proporção a ser fixada e sem prejuízo da destinação prevista nas letras anteriores.

Como bem lembra o Juiz da VEC de Porto Alegre, Dr. Sidnei Brzuska, em seu Facebook: Não é muito mais fácil cumprir a Lei Federal que está em vigor há 32 anos?? E ainda recorda o Magistrado que alimentos e itens de higiene são levados aos apenados pelos seus familiares, em sua maioria, o que acaba desonerando o Estado.

Disso tudo, chego a duas conclusões sobre todo esse estardalhaço populista que o Van Hattem faz em cima desse PL: ou tá muito mal assessorado ou fez isso de propósito, para jogar para a torcida.

Ou os dois.

 

Precisamos falar sobre o Ciro Gomes.

Reprodução Internet

Reprodução: Internet

Terminado o ano político com um arrefecimento do processo de impeachment e com uma reação impensável, até poucos meses atrás, das forças progressistas nas manifestações de dezembro, onde a esquerda botou mais gente na rua do que os reacionários, começamos a pensar no futuro do país.

Porém, como diria o ditado, a “cobra não está morta” e o governo precisa mostrar reação, agregar apoio popular e não entrar em aventuras políticas como as questões relativas a mudanças na previdência social e  na legislação trabalhista que possa trazer prejuízo à classe trabalhadora e, consequentemente, reacender com força o processo golpista da direita.

Dilma está em uma situação onde possuí uma grande rejeição, em razão de fatores como baixo crescimento econômico, desgaste do PT e machismo. Esse último ponto vale para uma maior digressão em um outro momento.

Nessa sofrível reorganização das forças progressistas em torno da defesa da legalidade e da democracia contra o golpe capitaneado pelo PSDB e seus asseclas, aliados à Rede Globo, Veja e a mídia golpista em geral, um nome tem se tornado o grande defensor do mandato da Presidenta Dilma e vem se destacando com protagonismo nesse sentido: Ciro Gomes, atualmente filiado ao PDT.

Nem o próprio Lula tem conseguido fazer uma defesa tão enfática da Dilma como o Ciro vem fazendo.

Ciro, em um passado não muito recente, pagou por ter a língua afiada demais em suas candidaturas presidenciais. Fala o que vem na mente. Denuncia o golpismo e a canalhice de políticos de todas as matizes ao mesmo tempo em que critica, de acordo com suas próprias palavras,  a “maluquice ideológica vendida como ciência”, que é proposta pela direita no campo econômico.

Ciro possui experiência como prefeito de capital, governador de um Estado, Ministro da Fazenda, Integração Nacional, além de ter sido Deputado Federal e Estadual.

E por qual o motivo o Ciro Gomes deveria ser o candidato do campo progressista?

Penso que o PT, por um motivo de sobrevivência como partido, precisa de um recuo estratégico em razão desse crescimento doentio do fascismo antipetista. Acredito que se o partido lançar candidato em 2014, certamente será derrotado em razão desse desgaste.

Essa rejeição contra o PT não beneficia consideravelmente o PSDB, pois ainda que tenha um eleitorado cativo, na casa dos 30%, a maioria população não os vê como uma alternativa política viável ao país em razão do pesadelo dos 8 anos do governo FHC, e as chances de uma terceira via aumentam consideravelmente.

Atualmente, tal espaço vem sendo ocupado por Marina Silva, sendo que aqueles que desejam uma mudança de governo e ojerizam o PSDB, fatalmente irão para este caminho.

Porém, Marina não tem musculatura política para ganhar Presidência, e é aí que entra o Ciro Gomes.

Hoje, no campo progressista, Ciro é o único capaz de agregar todos os votos tradicionalmente dados ao PT, sem prejuízo de se apresentar como uma terceira via e, ao mesmo tempo, abocanhar uma parcela de votos dados ao PSDB, adentrando no campo do antipetismo.

Evidentemente que tudo depende da conjuntura econômica do país até 2018, mas está na hora do PT recolher armas e pensar com carinho em um nome que não seja do partido para afastar a possibilidade do retorno do PSDB à presidência, o que seria um enorme retrocesso econômico e social ao país.

E é aí que entra o Ciro Gomes.

Para quem não o conhece, sugiro que vejam o “Conversas Cruzadas” onde poucas vezes alguém foi tão superior ao outro como o Ciro foi contra o Rodrigo Constantino.

 

 

Nossa polícia mata mais do que ladrão.

Policia mata

Evidente que existem policiais e “policiais”, mas o episódio do bárbaro assassinato contra 5 jovens negros ocorridos no Rio de Janeiro reacendeu uma tese que eu defendo a muito tempo: A polícia mata muito mais do que ladrão, principalmente se você for negro.

Toda vez que eu digo que é muito mais fácil você ser assassinado por um policial do que por um ladrão, tem gente que me chama de “louco”, “idiota”, esquerdopata. Então vamos aos números comparativos destas modalidades de assassinato.

Em 2014 tivemos a bagatela de 2.061 latrocínios no país. Para quem não sabe, latrocínio é nada mais do que o roubo seguido de morte, que é o grande pavor que os cidadãos possuem nos dias atuais: sair de casa e ser assaltado e morto por um criminoso.

http://especiais.g1.globo.com/politica/2015/taxa-de-homicidios-e-latrocinios-no-brasil-em-2014/

Já o número de assassinatos cometidos por policiais no ano de 2014 foi de 3.022 pessoas. Ou seja, policiais mataram mil pessoas a mais do que os “bandidos”.

MIL PESSOAS A MAIS!!!

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/10/1689789-mortes-por-policiais-no-pais-em-um-ano-equivalem-a-um-11-de-setembro.shtml

Sem falar que esses dados estão subestimados, pois existem Estados que se recusam a fornecer estes dados.

Evidente que há nesses números casos de excludentes de culpabilidade, mas não é necessário muito esforço para perceber que nosso modelo de polícia é fracassado.

É preciso uma reformulação urgente nessa mentalidade de que policial foi feito pra matar. Nossa polícia mata cerca de 5 vezes mais do que a dos EUA, por exemplo, que tem cerca de 120 milhões a mais de pessoas. Claro que não se pode levar esse comparativo ao pé da letra, pois existem uma série de outros fatores socioeconômicos a serem analisados, mas sem dúvidas é um forte indicativo de que algo está muito errado.

 

 

 

O que busca Basegio com sua renúncia.

basegio

Foto: Gabriel Jacobsen/ Rádio Guaíba

Na última semana, o deputado Diógenes Basegio, do PDT, protocolou pedido de renúncia de seu mandato alegando, de acordo com o Jornal Zero Hora, que o pedido se deu para evitar o “desgaste emocional e de saúde” causado pelo processo de cassação.

Em que pese não seja possível renunciar para evitar a cassação e a consequente perda dos seus direitos políticos, o que poderia torná-lo inelegível por até 11 (onze) anos, muitos acham que esse foi o real motivo do pedido de desligamento do parlamentar.

Tal entendimento não se sustenta por força legal, pois o processo de cassação segue normalmente o seu curso. Mas é possível imaginar uma outra situação que possa ter sido o real motivo desse afastamento.

É bem provável que renúncia tenha sido negociada para evitar a sua cassação no plenário da Assembléia, evitando assim a perda dos seus direitos políticos e sua inelegibilidade. Sem a pressão externa oriunda do fato de um deputado estar sendo acusado de ter cometido graves irregularidades no curso do seu mandato, seus pares teriam a vida facilitada para a aplicação de uma penalidade mais branda, o que lhe permitiria concorrer nas próximas eleições, ainda que possa ficar marcado negativamente por um longo período neste episódio.

Mas é aquela história: se o Maluf que é o Maluf ainda se elege…

É aguardar para ver.

Se o PSDB/DEM vendem a alma sendo oposição, imagina no governo.

aecio-nevesEstamos chegando ao gran finale dessa papagaiada nociva do episódio do impeachment. Quase um ano depois desse discurso golpista daqueles que não tem o menor apreço a democracia terem inviabilizado o efetivo início do segundo mandato da Presidenta Dilma, Eduardo Cunha deverá, nos próximos dias, despachar pelo prosseguimento ou arquivamento desse pedido, que muito foi promovido, incentivado e incendiado pela grande mídia.

Desse episódio, acossado por denúncias de corrupção, Eduardo Cunha analisa com cálculos e precisão matemática as possibilidades de se manter na Presidência da Câmara dos Deputados ou, na pior das hipóteses, manter o seu mandato. Ou seja, é a máxima do  “vão se os anéis, ficam os dedos”, e o pedido de impeachment é o seu seguro-fiança para esse objetivo

Ele tem três alternativas:

1ª: rejeitar o pedido de impeachment, o que seria o seu passaporte para a deposição da presidência e para sua cassação, pois se tornaria alvo da oposição em razão dessa “traição” e dos governistas, que certamente iriam na jugular do Dudu.

2ª: aceitar o pedido de impeachment, colocando uma cortina de fumaça sobre si, pois o foco seria em absoluto a presidenta Dilma. Porém, sem garantias de que a oposição lhe desse apoio depois de aceitar o pedido.

3ª sentar em cima do pedido e barganhar, tanto de um lado quanto no outro, para ganhar tempo.

Eu aposto nessa terceira hipótese.

Diante desse cenário a oposição, que se coloca com paladina da moral e da ética contra a corrupção (sendo que quando estavam no governo foram ainda mais corruptos do que pode pensar ser a atual gestão), se alia a um acusado de corrupção, com contas na Suíça não declaradas, simplesmente para voltar ao poder com os seus líderes acusados de malfeitos, vide Agripino Maia, Aécio Neves e cia.

Via golpe, evidentemente, já que no voto não vão conseguir. E com o discurso hipócrita da indignação seletiva.